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“Tecnologia é diferencial competitivo” Veja a matéria do CEO da Parebem para VOCÊ S/A

Marcelo Nunes, CEO da Pare Bem: “Quando uma atividade passa a ser executada por um robô, outras surgem no lugar”

Marcelo Nunes, CEO da Pare Bem: “Quando uma atividade passa a ser executada por um robô, outras surgem no lugar”

Fundada em 1983, a Pare Bem está entre as três maiores gestoras de estacionamentos do Brasil, administrando cerca de 100 mil vagas em 180 garagens de 35 cidades. Em 2015, a companhia recebeu recursos do Pátria Investimentos, empresa de gestão de ativos pioneira na indústria de Private Equity no país.

A empresa tem hoje mais de 2 mil funcionários e opera em shoppings, hospitais, aeroportos, edifícios comerciais e vagas públicas rotativas.

Com sede em São Paulo e regionais em Campinas, Brasília e Rio de Janeiro, o grupo vem crescendo não só por meio de fusões e aquisições, mas também organicamente. “A receita da Pare Bem quadruplicou entre 2015 e 2017, num mercado que está cheio de oportunidades e tem na tecnologia um de seus principais diferenciais competitivos”, afirma Marcelo Nunes, que, desde janeiro, é o novo CEO da companhia.

Formado em tecnologia da informação, com MBA em marketing e especialização em administração, o executivo já atuou em empresas como a HP, onde esteve por 17 anos, e a GRSA – Compass. Na entrevista a seguir, ele explica por que a tecnologia é tão relevante para o crescimento da Pare Bem.

 

Você migrou da área de tecnologia para posições de gestão. Durante sua trajetória profissional, como desenvolveu as habilidades de liderança?

Tive várias oportunidades e soube aproveitá-las. Liderei equipes de todo tipo: grandes, pequenas, multifuncionais, locais, globais, regionais. Quando decidi me tornar líder, percebi que isso só seria possível por meio das pessoas. Elas têm que enxergar e acreditar que podem desenvolver seu potencial e assumir mais responsabilidades. E o verdadeiro líder deve fazer isso por meio do exemplo, dando autonomia, delegando e incentivando. Fazendo o funcionário acreditar no que ele pode realizar.

 

Como é o seu estilo de gestão?

É focado no processo contínuo de formação. Procuro desenvolver as pessoas, dar a elas as ferramentas e os meios para ter uma boa performance e atingir os resultados. E não ajo assim apenas com quem está diretamente ligado a mim, mas em todos os níveis, até no operacional. É importante acompanhar de perto o que está funcionando e o que não está, permanentemente.

 

Como é exatamente esse investimento em capital humano?

Promovemos avaliações 360 graus duas vezes por ano, incentivamos o feedback contínuo. Para os gestores, temos avaliação de desempenho constante. Damos treinamentos frequentes para nossos operadores de estacionamentos e também treinamentos pontuais para diversas áreas. Reforçamos a comunicação interna em todos os níveis, para manter a transparência.

 

Como é o sistema EXP Smart Parking, que recebeu o prêmio InovaCidade 2018?

Esse nosso sistema já foi implantado em oito cidades e é uma automação dos processos de Zona Azul. Funciona por meio de etiquetas inteligentes instaladas nos veículos que se comunicam com sensores colocados na superfície do asfalto e conectados a uma central de gerenciamento. A combinação dessas tecnologias permite ao motorista ver um mapa de vagas disponíveis, acessá-las facilmente e ser tarifado automaticamente, conforme o tempo de utilização. Tudo por meio de um app no celular. E o sistema ainda fornece uma série de indicadores de desempenho para a administradora.

 

Por que a tecnologia é tão decisiva para a Pare Bem?

Primeiro, porque ela facilita a vida e melhora a experiência do usuário. Segundo, tem a questão do controle. A tecnologia nos dá informações precisas em tempo real, como quantidade de acessos, tempo de permanência e perfil dos usuários. Assim, podemos tomar decisões mais rapidamente.

 

Você acredita que, no futuro, a tecnologia vai ocupar o lugar de muitas pessoas, ou tirar empregos?

Creio que a tecnologia, nos últimos anos, não tirou empregos, mas transformou alguns deles. Quando uma atividade passa a ser executada por um robô, outras atividades surgem no lugar das que desapareceram, ocorrendo uma substituição. E essa é uma questão importante para pensarmos. Para não perder postos de trabalho, temos que pensar muito em educação e treinamento para as novas atividades e profissões que surgirão. Cerca de 65% das crianças que estão hoje no ensino fundamental vão trabalhar em profissões que ainda não existem.

Por: Alvaro Bodas
Fonte: Você S/A